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Início » Cálculo Renal (Pedra nos rins)
Cálculo renal, também conhecido como pedra nos rins ou nefrolitíase, é a formação de cristais sólidos no sistema urinário que podem causar dor intensa, obstrução urinária, infecções e, em alguns casos, comprometimento da função renal.
Na prática, muitas pessoas só descobrem o problema durante uma crise de cólica renal — uma dor súbita, extremamente intensa e incapacitante, geralmente associada a náuseas, vômitos e grande desconforto, levando frequentemente à procura urgente por atendimento médico.
A pedra nos rins está entre as doenças mais frequentes da urologia moderna, acometendo aproximadamente 10% da população ao longo da vida. Segundo os principais guidelines internacionais de urologia (EAU, AUA e Sociedade Brasileira de Urologia), a incidência da nefrolitíase vem aumentando progressivamente nas últimas décadas, inclusive entre as mulheres.
Além do impacto na qualidade de vida, os cálculos renais acometem principalmente indivíduos em idade economicamente ativa, gerando importante impacto econômico e social devido aos custos médicos, atendimentos de urgência, internações, cirurgias e afastamentos do trabalho. Estima-se que a nefrolitíase gere bilhões de dólares em custos anuais aos sistemas de saúde em todo o mundo.
O tratamento moderno dos cálculos renais evoluiu significativamente nos últimos anos. Atualmente, a maioria dos casos pode ser tratada com técnicas minimamente invasivas e altamente eficazes, como ureteroscopia flexível com laser, litotripsia extracorpórea (LECO) e nefrolitotripsia percutânea.
Neste conteúdo, vamos explicar de forma clara, objetiva e baseada nos principais guidelines internacionais os sintomas, fatores de risco, exames, tratamentos modernos e formas de prevenção da pedra nos rins.
Cálculo renal, também conhecido como pedra nos rins ou nefrolitíase, é a formação de cristais sólidos dentro dos rins ou das vias urinárias, causada pela cristalização de substâncias presentes na urina.
Essas pedras se formam quando determinados sais normalmente eliminados pela urina, como cálcio, oxalato e ácido úrico, atingem concentrações elevadas e ultrapassam a capacidade natural de dissolução da urina. Nesse cenário, ocorre a precipitação desses minerais na forma de pequenos cristais, que podem crescer progressivamente ao longo do tempo e formar cálculos urinários de diferentes tamanhos.
Muitas pedras podem permanecer dentro do rim sem causar sintomas inicialmente. O problema geralmente surge quando o cálculo se desloca e passa a obstruir parcial ou totalmente o fluxo urinário, especialmente no ureter, canal responsável por conduzir a urina do rim até a bexiga.
Essa obstrução pode provocar a chamada cólica renal, considerada uma das dores mais intensas da medicina, frequentemente associada a náuseas, vômitos, sangue na urina e importante desconforto abdominal ou lombar.
Os sintomas da pedra nos rins variam conforme o tamanho do cálculo, sua localização no trato urinário e o grau de obstrução da passagem da urina.
Em alguns casos, principalmente quando os cálculos permanecem dentro do rim sem obstrução, o paciente pode não apresentar sintomas inicialmente. Entretanto, quando a pedra se desloca e obstrui o fluxo urinário, podem surgir manifestações importantes, muitas vezes levando à procura urgente por atendimento médico.
Os principais sintomas de cálculo renal incluem:
Quando a obstrução ocorre próxima ao rim, o sintoma predominante costuma ser a dor lombar intensa. Já quando o cálculo se aproxima da bexiga, os sintomas podem se tornar semelhantes aos de infecção urinária, com aumento da frequência urinária, desconforto ao urinar e sensação constante de bexiga cheia.
A cólica renal é considerada o sintoma mais típico e incapacitante da nefrolitíase. Muitos pacientes descrevem uma dor extremamente forte, súbita e intensa, frequentemente associada a náuseas, vômitos e importante inquietação, sendo difícil encontrar posição de alívio.
Diferentemente das dores musculares ou da coluna, a dor da pedra nos rins geralmente não melhora com repouso, mudança de posição ou redução do esforço físico, podendo persistir até que a obstrução urinária seja resolvida.
Onde dói a pedra nos rins?
A dor da pedra nos rins geralmente começa na região lombar, em um dos lados das costas, próxima à localização dos rins. Em muitos casos, trata-se de uma dor intensa, profunda e de início súbito, característica da chamada cólica renal.
Conforme o cálculo se desloca pelo ureter, canal que leva a urina do rim até a bexiga, a dor pode irradiar para outras regiões do corpo, incluindo:
A localização da dor pode variar de acordo com a posição da pedra no trato urinário. Cálculos mais próximos do rim costumam causar dor lombar mais intensa, enquanto pedras localizadas próximas à bexiga frequentemente provocam sintomas urinários, como urgência para urinar e desconforto miccional.
Nem toda dor lombar significa pedra nos rins. Problemas musculares, alterações da coluna, infecção urinária, doenças intestinais e outras condições também podem causar desconforto na região lombar.
De forma geral, a dor muscular costuma piorar com movimento, esforço físico ou determinadas posições. Já a dor provocada pela pedra nos rins frequentemente persiste mesmo em repouso e pode estar associada a sintomas como náuseas, vômitos, sangue na urina e dificuldade para encontrar posição de alívio.
Não. Nem toda pedra nos rins provoca sintomas imediatamente.
Muitos cálculos renais permanecem dentro do rim sem causar dor, principalmente quando são pequenos e não estão obstruindo a passagem da urina. Nessas situações, a pedra pode ser descoberta incidentalmente durante exames de imagem realizados por outros motivos, como ultrassonografia, tomografia ou check-ups médicos.
Na maioria das vezes, a dor surge quando o cálculo se desloca e passa a obstruir parcial ou totalmente o ureter, dificultando o fluxo urinário e provocando a chamada cólica renal.
Mesmo sem sintomas, alguns cálculos necessitam de acompanhamento especializado, especialmente quando:
Os chamados cálculos obstrutivos “silenciosos” merecem atenção especial. Embora possam não causar dor inicialmente, eles podem provocar obstrução progressiva do rim, levando ao surgimento de infecções urinárias graves, como pielonefrite, dilatação do rim (hidronefrose) e perda gradual da função renal.
Em casos mais avançados e sem tratamento adequado, pode ocorrer comprometimento irreversível do rim obstruído, inclusive com perda completa da função renal.
Pedra nos rins pode ser grave quando causa obstrução importante, infecção, febre, piora da função renal ou dificuldade para eliminar urina.
Procure atendimento médico com urgência se houver:
A combinação de cálculo obstruindo a passagem da urina com infecção exige atenção rápida. Nesses casos, o tratamento não deve ser adiado.
A pedra nos rins pode se tornar uma condição grave quando provoca obstrução importante da passagem da urina, infecção urinária, febre, piora da função renal ou dificuldade significativa para urinar.
Embora muitos cálculos possam ser tratados de forma eletiva, algumas situações exigem avaliação urológica rápida e, em determinados casos, atendimento de urgência.
Procure atendimento médico imediatamente se houver:
A associação entre cálculo urinário obstrutivo e infecção urinária é considerada uma urgência urológica. Nesses casos, a urina infectada fica represada no rim, podendo levar rapidamente a quadros graves, como pielonefrite obstrutiva, sepse urinária e risco de comprometimento da função renal. Nesses cenários o tratamento não deve ser adiado. Frequentemente é necessária desobstrução urgente da via urinária, geralmente através da passagem de cateter duplo J ou nefrostomia, antes do tratamento definitivo da pedra.
Existem diferentes tipos de cálculo renal (pedra nos rins), e identificar a composição da pedra é uma etapa importante para definir estratégias de prevenção e reduzir o risco de novos episódios.
Cada tipo de cálculo possui características próprias, fatores de risco específicos e diferentes possibilidades de tratamento e recorrência.
Os principais tipos de cálculo renal são:
A análise da composição da pedra, associada à investigação metabólica, ajuda o urologista a identificar fatores de risco específicos e orientar medidas preventivas individualizadas para cada paciente.
O tamanho da pedra nos rins é um dos principais fatores que influenciam a chance de eliminação espontânea e a necessidade de tratamento cirúrgico. De forma geral, cálculos menores apresentam maior probabilidade de serem eliminados naturalmente pela urina, enquanto pedras maiores possuem maior risco de obstrução, dor persistente e necessidade de intervenção urológica.
Entretanto, a decisão do tratamento não depende apenas do tamanho da pedra. A localização do cálculo, intensidade dos sintomas, presença de infecção, anatomia urinária e grau de obstrução também são extremamente importantes.
| Tamanho aproximado | O que pode acontecer |
|---|---|
| Até 3 mm | Alta chance de eliminação espontânea. |
| Cerca de 5 mm | Pode ser eliminada espontaneamente em alguns casos, dependendo principalmente da localização. |
| 6 a 7 mm | Menor chance de eliminação espontânea; frequentemente necessita de tratamento. |
| 1 cm ou mais | Maior risco de obstrução e complicações; frequentemente exige tratamento cirúrgico. |
| Pedras muito grandes ou múltiplas | Podem necessitar de tratamentos mais complexos e, em alguns casos, de abordagens combinadas. |
(Essa tabela serve apenas como orientação geral. Cada caso deve ser avaliado individualmente por urologista especialista em cálculos renais.
Mesmo pedras pequenas podem provocar crises intensas de cólica renal se estiverem obstruindo o ureter. Por outro lado, alguns cálculos maiores localizados dentro do rim podem permanecer silenciosos durante certo período.
Além do tamanho, fatores como densidade da pedra, composição do cálculo e anatomia do trato urinário também influenciam diretamente na escolha do tratamento mais adequado, que pode incluir terapia expulsiva, litotripsia extracorpórea (LECO), ureteroscopia flexível com laser ou nefrolitotripsia percutânea.
O tempo necessário para eliminar espontaneamente uma pedra nos rins pode variar bastante e depende principalmente do tamanho e localização do cálculo, além da anatomia urinária do paciente, grau de obstrução e intensidade dos sintomas.
De forma geral, cálculos menores e localizados mais próximos da bexiga possuem maior chance de eliminação espontânea e costumam ser eliminados mais rapidamente. Já pedras maiores ou impactadas no ureter frequentemente apresentam menor chance de passagem natural.
A observação clínica com terapia expulsiva pode ser considerada em casos selecionados, desde que o paciente apresente sintomas controlados, ausência de infecção urinária e preservação adequada da função renal.
Entretanto, como a obstrução urinária prolongada pode causar perda progressiva e irreversível da função renal, geralmente não é recomendado aguardar períodos prolongados para eliminação espontânea do cálculo. Em muitos casos, especialmente quando não há progressão da pedra, pode ser necessária intervenção urológica após algumas semanas de acompanhamento.
De forma geral, cálculos ureterais maiores que 6 mm apresentam menor probabilidade de eliminação espontânea e frequentemente necessitam de tratamento cirúrgico, especialmente quando associados a sintomas persistentes ou complicações.
Nesses casos, procedimentos minimamente invasivos como ureteroscopia flexível com laser costumam oferecer elevadas taxas de sucesso e resolução mais rápida dos sintomas.
O diagnóstico da pedra nos rins (cálculo renal) começa pela avaliação clínica realizada pelo urologista, através da análise dos sintomas, histórico médico, exame físico e características da dor.
Entretanto, o diagnóstico definitivo da nefrolitíase é confirmado principalmente através de exames de imagem, que permitem identificar o tamanho, localização, número e grau de obstrução causado pelos cálculos urinários.
Os principais exames utilizados são:
A ultrassonografia é frequentemente um dos primeiros exames solicitados, principalmente por ser rápida, amplamente disponível e não utilizar radiação.
Pode ajudar na identificação de cálculos renais maiores, dilatação do rim (hidronefrose) e sinais indiretos de obstrução urinária. Entretanto, possui limitações importantes para detectar pedras pequenas ou localizadas no ureter, além de menor precisão para definir exatamente o número e localização dos cálculos.
A tomografia computadorizada sem contraste é considerada o exame mais preciso e sensível para diagnóstico dos cálculos renais (pedras nos rins), sendo atualmente o principal exame utilizado na avaliação da cólica renal.
A tomografia permite identificar com grande precisão:
Além do diagnóstico definitivo da nefrolitíase, a tomografia é fundamental para planejamento do tratamento mais adequado, especialmente em casos cirúrgicos.
O exame de urina pode identificar:
Os exames laboratoriais de sangue ajudam a avaliar:
Em pacientes com cálculos recorrentes, múltiplas pedras ou histórico familiar importante, o urologista pode solicitar investigação metabólica mais detalhada, incluindo exames específicos e urina de 24 horas, para identificar fatores de risco e orientar medidas preventivas individualizadas.
O tratamento da pedra nos rins deve ser totalmente individualizado. A escolha depende do tamanho, da localização e da característica dos sintomas.
Nem todo cálculo precisa de cirurgia. Alguns casos podem ser tratados com acompanhamento e medicamentos. Outros exigem procedimentos para aliviar a obstrução, fragmentar ou retirar o cálculo.
A terapia expulsiva consiste em adotar medidas que favoreçam a eliminação espontânea do cálculo ureteral obstrutivo, ou seja, da pedra localizada no ureter que está dificultando a passagem da urina.
Nessa estratégia, acompanhamos cuidadosamente a evolução do cálculo até sua passagem para a bexiga e eliminação natural pela urina. O tratamento é indicado principalmente para cálculos pequenos, em pacientes com sintomas controlados e sem sinais de complicações, SEMPRE sob acompanhamento de um urologista especialista em cálculos renais e endourologia.
A terapia expulsiva geralmente inclui:
A ingestão adequada de líquidos é importante na prevenção dos cálculos renais e pode auxiliar na eliminação espontânea de pequenas pedras em alguns casos. Entretanto, durante crises intensas de cólica renal, a orientação deve ser individualizada.
Quando existe obstrução urinária importante, aumentar excessivamente a ingestão de líquidos pode elevar a pressão no trato urinário e piorar significativamente a dor e o desconforto.
A litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LECO) é um procedimento minimamente invasivo e realizado de forma ambulatorial, geralmente sem necessidade de internação hospitalar, utilizado para fragmentar cálculos urinários sem cortes.
Durante o procedimento, ondas de choque são direcionadas até a pedra através de um equipamento específico, promovendo sua fragmentação em partículas menores, que posteriormente podem ser eliminadas pela urina ao longo dos dias ou semanas seguintes.
A LECO pode ser indicada em casos selecionados, principalmente para cálculos de menor volume e em determinadas localizações do trato urinário. A indicação depende de diversos fatores, como tamanho, localização, densidade e composição da pedra, além das características anatômicas do paciente.
Nem toda pedra nos rins apresenta boa resposta à litotripsia extracorpórea. Cálculos muito duros, grandes ou localizados em determinadas regiões podem apresentar menores taxas de sucesso, sendo mais adequados outros tratamentos, como ureteroscopia flexível com laser ou cirurgia renal percutânea.
Por isso, a avaliação individualizada por urologista especialista em cálculos renais e endourologia é fundamental para definir a melhor estratégia terapêutica em cada caso.
A ureteroscopia flexível com laser é atualmente uma das técnicas mais modernas, eficazes e versáteis para o tratamento dos cálculos renais (pedras nos rins) e ureterais. Trata-se de um procedimento minimamente invasivo amplamente utilizado na endourologia moderna, com altas taxas de sucesso e recuperação geralmente rápida.
Nesse procedimento, o urologista acessa o trato urinário por via endoscópica — normalmente através da uretra — sem necessidade de cortes externos. Utilizando equipamentos extremamente delicados e de alta tecnologia, é possível alcançar os cálculos localizados tanto no ureter quanto em praticamente todas as regiões do rim.
Após identificar o cálculo, realiza-se sua fragmentação com laser de alta potência, transformando a pedra em pequenos fragmentos que podem ser retirados com dispositivos específicos, conhecidos como “baskets”, ou eliminados espontaneamente pela urina posteriormente.
A ureteroscopia flexível com laser permite tratar cálculos urinários com elevada precisão, menor trauma cirúrgico e rápida recuperação pós-operatória, sendo uma das principais opções terapêuticas para pedras nos rins atualmente.
Após o procedimento, frequentemente é necessário implantar um cateter duplo J temporário na via urinária. Esse cateter auxilia na drenagem adequada da urina, reduz o risco de obstrução pelos fragmentos e favorece a cicatrização do ureter após o tratamento. Na maioria dos casos, o cateter permanece por aproximadamente 1 a 2 semanas.
A cirurgia renal percutânea, também chamada de nefrolitotripsia percutânea, é um dos principais tratamentos para cálculos renais (pedras nos rins) grandes, volumosos ou complexos, especialmente os cálculos coraliformes ou maiores que 2 cm.
Nesse procedimento minimamente invasivo, o rim é acessado através de uma pequena incisão na região lombar (costas), permitindo a introdução de instrumentos específicos para fragmentação e retirada dos cálculos diretamente do interior do rim.
A nefrolitotripsia percutânea possibilita o tratamento de grandes volumes de cálculos com elevadas taxas de sucesso, sendo frequentemente o tratamento de escolha para casos complexos segundo os principais guidelines internacionais de urologia (EAU, AUA e SBU).
Por se tratar de um procedimento tecnicamente avançado e com potenciais riscos específicos, a cirurgia renal percutânea deve ser realizada por urologistas com experiência em endourologia e tratamento de cálculos renais complexos.
Quando realizada por equipe especializada, a técnica permite reduzir a necessidade de múltiplas cirurgias, aumentar as taxas de resolução completa dos cálculos e preservar adequadamente a função renal.
Não existe um único tratamento ideal para todos os pacientes com pedra nos rins. A melhor estratégia depende de diversos fatores, como tamanho e localização do cálculo, intensidade dos sintomas, presença de infecção urinária, anatomia do paciente, densidade da pedra e risco de complicações.
Atualmente, a urologia moderna dispõe de diferentes opções minimamente invasivas para o tratamento dos cálculos urinários, permitindo abordagens individualizadas e com altas taxas de sucesso
| Situação | Conduta geralmente considerada |
|---|---|
| Cálculo pequeno no ureter, com sintomas controlados | Terapia expulsiva ou ureteroscopia a laser. |
| Cálculos no rim > 5 mm | Litotripsia extracorpórea ou ureteroscopia a laser. |
| Cálculos ureterais com dor persistente ou de difícil controle | Ureteroscopia a laser. |
| Cálculos associados à infecção | Desobstrução imediata com passagem de cateter duplo J. O tratamento definitivo do cálculo é realizado após a resolução da infecção. |
| Cálculos > 2 cm no rim ou coraliformes | Nefrolitotripsia percutânea. |
| Cálculos recorrentes | Investigação metabólica e medidas preventivas individualizadas. |
Mesmo pacientes com pedras de tamanhos semelhantes podem necessitar de tratamentos completamente diferentes. Por isso, a avaliação individualizada com urologista especialista em cálculos renais e endourologia é fundamental para definir a abordagem mais segura, moderna e eficaz para cada caso.
A escolha adequada do tratamento permite não apenas aliviar os sintomas, mas também reduzir o risco de novas crises, preservar a função renal e aumentar as chances de resolução completa dos cálculos.
Sim. A pedra nos rins é uma doença com alto potencial de recorrência. Estudos mostram que aproximadamente 50% dos pacientes apresentarão um novo episódio de cálculo renal em até 10 anos após a primeira crise. Em uma parcela dos pacientes, os episódios podem ocorrer de forma frequente e recorrente.
Por esse motivo, o tratamento da nefrolitíase não deve se limitar apenas à retirada da pedra atual. A investigação das causas e a prevenção de novos cálculos são etapas fundamentais do acompanhamento urológico.
Para reduzir o risco de recorrência, algumas medidas geralmente são recomendadas:
Em alguns casos, pode ser necessária investigação metabólica mais detalhada, incluindo exames laboratoriais e análise da urina de 24 horas. Dependendo do tipo de cálculo, o tratamento preventivo pode envolver ajustes específicos na alimentação, controle do ácido úrico, redução do oxalato urinário ou uso de medicações preventivas.
A prevenção adequada é uma das estratégias mais importantes para reduzir novas crises, evitar procedimentos repetidos e preservar a função renal ao longo do tempo.
Procure avaliação com urologista especialista em cálculos renais se você apresentar dor intensa na região lombar, sangue na urina, diagnóstico de pedra nos rins em exames, crises repetidas de cólica renal ou suspeita de cálculo urinário.
A avaliação urológica também é importante quando a pedra é descoberta incidentalmente em exames de imagem, mesmo na ausência de sintomas. Muitos cálculos podem permanecer silenciosos por algum tempo, mas apresentam risco de crescimento, migração, obstrução urinária, infecções e perda progressiva da função renal.
Alguns sinais exigem atendimento médico mais rápido, especialmente quando associados à obstrução urinária. Procure avaliação urgente em casos de:
O urologista especialista em cálculos renais e endourologia é o profissional mais indicado para avaliar detalhadamente o tamanho, localização e características da pedra, solicitar os exames necessários e definir o tratamento mais adequado para cada caso.
Dependendo da situação, o tratamento pode envolver apenas acompanhamento clínico, terapia expulsiva, litotripsia extracorpórea (LECO), ureteroscopia flexível com laser ou cirurgia renal percutânea. O diagnóstico e tratamento precoces ajudam a reduzir complicações, aliviar os sintomas e preservar adequadamente a função renal.
Pedra nos rins, também chamada de cálculo renal ou nefrolitíase, é uma condição muito frequente que pode variar desde pequenos cálculos assintomáticos até crises intensas de cólica renal, com dor importante e risco de complicações.
Nem toda pedra nos rins necessita de cirurgia. Entretanto, todo cálculo urinário deve ser avaliado com atenção, principalmente quando há dor intensa, sangue na urina, febre, náuseas, vômitos ou dificuldade para urinar.
Com avaliação especializada e exames adequados, é possível definir o tratamento mais indicado para cada caso, que pode incluir acompanhamento clínico, terapia expulsiva, litotripsia extracorpórea (LECO), ureteroscopia flexível com laser ou cirurgia renal percutânea.
Os tratamentos modernos para cálculos renais evoluíram significativamente nos últimos anos, permitindo abordagens cada vez mais minimamente invasivas, seguras e eficazes, com recuperação mais rápida e elevadas taxas de sucesso.
Além de tratar a crise atual, também é fundamental investigar por que a pedra se formou e adotar medidas preventivas individualizadas para reduzir o risco de novos episódios, preservar a função renal e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Sim. “Pedra nos rins” é o nome popular utilizado pelas pessoas, enquanto “cálculo renal” ou “nefrolitíase” são os termos médicos utilizados pelos urologistas. Ambos se referem à formação de cristais endurecidos dentro dos rins ou das vias urinárias, resultantes da cristalização de substâncias presentes na urina, como cálcio, oxalato e ácido úrico Dependendo da localização, tamanho e grau de obstrução, os cálculos podem permanecer assintomáticos ou provocar sintomas importantes, como cólica renal, sangue na urina, náuseas, vômitos e infecção urinária.
Os sintomas mais comuns são dor intensa na lombar ou lateral do abdome, dor que pode irradiar para a virilha, sangue na urina, náuseas, vômitos e desconforto ao urinar. O diagnóstico deve ser confirmado com avaliação médica e exames de imagem.
A dor geralmente começa na lombar, em um dos lados das costas. Quando a pedra se desloca pelo ureter, a dor pode irradiar para abdome, virilha ou região genital.
Sim. Pedras pequenas podem sair espontaneamente pela urina, mas isso depende do tamanho, da localização, da intensidade da dor e da presença de complicações.
Uma pedra de 5 mm pode sair sozinha em alguns casos(60-70% das vezes), mas a chance depende principalmente da localização e dos sintomas. Se houver dor persistente, obstrução ou infecção, pode ser necessário tratamento.
Muitas pedras de 1 cm precisam de avaliação para tratamento específico, mas a decisão não depende apenas do tamanho. Localização, sintomas, obstrução e exames também influenciam a conduta.
A cirurgia ou procedimento pode ser indicado quando a pedra é grande, não sai sozinha, causa dor persistente, bloqueia a urina, provoca infecção ou compromete a função do rim.
A tomografia computadorizada é um dos exames mais precisos para detectar pedra nos rins. Ultrassonografia, exame de urina e exames de sangue também podem ser usados conforme o caso.
A ureteroscopia flexível com laser com laser pode ser indicada para fragmentar cálculos em determinadas localizações, especialmente no ureter ou em algumas regiões do rim. A indicação depende do tamanho, da posição da pedra e da avaliação urológica. Quando bem indicada, a ureteroscopia flexível com laser possui mais de 90% de eficácia no tratamento de cálculos renais (pedras nos rins).
Beber água ajuda na prevenção e pode auxiliar na eliminação de pedras pequenas, mas não resolve todos os casos. Pedras maiores, impactadas ou associadas a infecção e obstrução precisam de avaliação médica.
Sim. A recorrência pode acontecer. Por isso, além de tratar a crise, é importante investigar fatores de risco e adotar medidas preventivas orientadas pelo médico.
CRM-SP 157.364 • RQE 80.779 • Membro Titular da SBU
Dr. Rafael Haddad Astolfi é urologista com formação pela USP, UNIFESP e Duke University (EUA), com atuação em cirurgia robótica, urologia oncológica, endourologia e tratamentos minimamente invasivos. Sua prática é dedicada ao tratamento de doenças urológicas complexas, associando experiência clínica, produção científica e tecnologia de ponta para oferecer um cuidado individualizado e baseado em evidências.
Avaliação individualizada e plano de tratamento personalizado para seu caso